Lisboa, parece-me a mim, é a mais bela das cidades.
a seguir talvez à Lamego do meu coração!
tenho saudades, muitas saudades,
mas Lisboa é bela, atrai-me.
não gosto daquele amarelo nocturno, nem do cinzento monocromático.
mas de dia, aquela luz natural inunda-me e faz-me sentir bem.
gosto de Lisboa, lá vivo,
respiro,
sou eu cheio de mim.
vou ter saudades de Lamego, eu sei.
mas Lisboa é bela.
é a mais bela, a seguir à minha terra.
Thursday, October 05, 2006
Saturday, September 23, 2006
Thursday, September 14, 2006
o inverno vislumbra-se lá ao fundo. subitamente acabou o verão sem que tivesse tempo de me despedir. não que o desejasse, pois não me lembro de um verão tão quente e atrofiante como este, que me prendia dentro de mim e me cansava só de pensar. apenas por isso, pois todo o verão foi um turbilhão imenso de sonhos, sentimentos, fantasias.
mas agora o verão acabou. e o inverno já chegou. e agora todo o meu exulta a chegada desta estação. vou vivê-la longe, eu sei, vou vivê-la de novo. mas vai ser o meu inverno, vou vivê-lo como se fosse a primeira vez, como se fosse até a única vez.
vou exultar até à exaustão a primeira gota de chuva, a primeira nuvem carregada que pairar, a brisa gélida que vai tocar suavemente no meu rosto.
o frio é para se viver, não para se ignorar.
o meu inverno vou ter que o viver de novo, longe, como se fosse o meu primeiro. sei que lhe vou sobreviver, sei que o vou sentir. vou vivê-lo de novo.
no meio de todo um novo de turbilhão de tanta coisa, no meio de um caos, vou encontrar uma ordem, uma paz.
o meu inverno chegou, chegou com algo para me inspirar.
o meu inverno chegou e vou vivê-lo novamente.
o meu inverno chegou e vou vivê-lo para longe.
mas agora o verão acabou. e o inverno já chegou. e agora todo o meu exulta a chegada desta estação. vou vivê-la longe, eu sei, vou vivê-la de novo. mas vai ser o meu inverno, vou vivê-lo como se fosse a primeira vez, como se fosse até a única vez.
vou exultar até à exaustão a primeira gota de chuva, a primeira nuvem carregada que pairar, a brisa gélida que vai tocar suavemente no meu rosto.
o frio é para se viver, não para se ignorar.
o meu inverno vou ter que o viver de novo, longe, como se fosse o meu primeiro. sei que lhe vou sobreviver, sei que o vou sentir. vou vivê-lo de novo.
no meio de todo um novo de turbilhão de tanta coisa, no meio de um caos, vou encontrar uma ordem, uma paz.
o meu inverno chegou, chegou com algo para me inspirar.
o meu inverno chegou e vou vivê-lo novamente.

o meu inverno chegou e vou vivê-lo para longe.
Wednesday, August 30, 2006
agora o tempo passa a correr.
esfuma-se, esvai-se
e nós não damos por ele.
envelhecemos com ele,
sem o vermos.
acordamos um dia e somos velhos,
não somos mais o que outrora éramos.
não tenho o tempo que parecia ter quando era inocente criança.
aí tinha tempo,
para tudo,
até para pensar.
agora o tempo corre, esfuma-se, esvai-se.
agora não tnho tempo,
nem para pensar.
mas também não quero,
não quero pensar.
pensar dói,
pensar faz-me perceber.
não quero pensar,
quero antes fingir que tenho em mim ainda a doce inocência de criança.
não quero o tempo,
não quero o pensamento.
quero-me a mim,
inocente,
ignorante,
eu apenas.
sem tempo,
sem pensamento.
esfuma-se, esvai-se
e nós não damos por ele.
envelhecemos com ele,
sem o vermos.
acordamos um dia e somos velhos,
não somos mais o que outrora éramos.
não tenho o tempo que parecia ter quando era inocente criança.
aí tinha tempo,
para tudo,
até para pensar.
agora o tempo corre, esfuma-se, esvai-se.
agora não tnho tempo,
nem para pensar.
mas também não quero,
não quero pensar.
pensar dói,
pensar faz-me perceber.
não quero pensar,
quero antes fingir que tenho em mim ainda a doce inocência de criança.
não quero o tempo,
não quero o pensamento.
quero-me a mim,
inocente,
ignorante,
eu apenas.
sem tempo,
sem pensamento.
Wednesday, August 23, 2006
Thursday, July 27, 2006
tanto tempo quieto.
já ganharam pó os meus pensamentos, os meus sentimentos.
o calor não me deixa pensar, respirar.
o vazio toma conta de mim cada vez mais fácil e frequentemente.
não corre em mim um doce sangue de sentimentos,
mas sim um ácido que me corrói e me deixa a sofrer.
não mais consegui pensar,
não mais me preenchi.
não mais senti.
sou quase todo pó e vazio.
já ganharam pó os meus pensamentos, os meus sentimentos.
o calor não me deixa pensar, respirar.
o vazio toma conta de mim cada vez mais fácil e frequentemente.
não corre em mim um doce sangue de sentimentos,
mas sim um ácido que me corrói e me deixa a sofrer.
não mais consegui pensar,
não mais me preenchi.
não mais senti.
sou quase todo pó e vazio.
Friday, July 07, 2006
confio muito nas palavras.
elas sabem tudo o que se passa comigo,
elas sabem quem sou.
cada palavra é um sentimento,
cada palavra fala por si,
fala por mim.
expressa uma emoção.
amor
ódio
raiva
paixão
tristeza
alegria
as palavras são minhas amigas.
a elas confio todos os meus segredos,
todas as minhas amraguras.
nelas encontro antídotos para os venenos que me corroem por dentro.
nas palavras vejo reflectido tudo aquilo que eu sou
por fora,
mas principalmente o que sou por dentro.
as palavras contam a minha história,
abrem-se para mim
e eu abro-me para elas.
somos bons amigos,
tratamo-nos com franqueza,
sem mentir, nunca mentir.
conhecem-me bem, as palavras.
e eu conheço-as bem.
elas reflectem-me,
reflectem os meus sentimentos,
sabem bem o que vai cá por dentro.
é das palavras de quem mais preciso,
é delas que dependo.
as palavras são a cura para a minha doença.
eu sou palavras,
as palavras compõe-me, conhecem-me, fazem-me, reflectem-me.
elas sabem tudo o que se passa comigo,
elas sabem quem sou.
cada palavra é um sentimento,
cada palavra fala por si,
fala por mim.
expressa uma emoção.
amor
ódio
raiva
paixão
tristeza
alegria
as palavras são minhas amigas.
a elas confio todos os meus segredos,
todas as minhas amraguras.
nelas encontro antídotos para os venenos que me corroem por dentro.
nas palavras vejo reflectido tudo aquilo que eu sou
por fora,
mas principalmente o que sou por dentro.
as palavras contam a minha história,
abrem-se para mim
e eu abro-me para elas.
somos bons amigos,
tratamo-nos com franqueza,
sem mentir, nunca mentir.
conhecem-me bem, as palavras.
e eu conheço-as bem.
elas reflectem-me,
reflectem os meus sentimentos,
sabem bem o que vai cá por dentro.
é das palavras de quem mais preciso,
é delas que dependo.
as palavras são a cura para a minha doença.
eu sou palavras,
as palavras compõe-me, conhecem-me, fazem-me, reflectem-me.
estou farto que sejas só uma recordação.
uma réstia melancólica de algo passado,
um rumor apenas que ouço cá dentro...
algo, indefinido, nem sei bem o quê.
estou farto que sejas apenas e só isso.
não podes ser uma mísera recordação,
não é suposto,
não quero.
não quero só isso.
quero mais,
quero muito mais.
és apenas uma réstia imortal de algo
que paira sobre mim,
que paira no meu pensamento.
uma imaterialização
que teima em não ser material...
e sofro,
sofro com a imaterialização de uma recordação.
não te tenho,
tenho apenas esta simples réstia,
esta mísera e ridícula recordação.
quero mais...
uma réstia melancólica de algo passado,
um rumor apenas que ouço cá dentro...
algo, indefinido, nem sei bem o quê.
estou farto que sejas apenas e só isso.
não podes ser uma mísera recordação,
não é suposto,
não quero.
não quero só isso.
quero mais,
quero muito mais.
és apenas uma réstia imortal de algo
que paira sobre mim,
que paira no meu pensamento.
uma imaterialização
que teima em não ser material...
e sofro,
sofro com a imaterialização de uma recordação.
não te tenho,
tenho apenas esta simples réstia,
esta mísera e ridícula recordação.
quero mais...
Monday, June 26, 2006
o vento não sopra,
o rio não corre.
o sol não raia,
a terra não gira.
a música há muito que parou,
a vida há muito que cessou.
pesa-me a mão
a cabeça
o corpo.
o silêncio mórbido e pesado paira pesaroso sobre mim.
nesta paz solitária pareço ser o único a viver,
mesmo que nada sinta, nem o meu sangue a correr.
nesta calma solitária,
penso e repenso,
mas dói-me e canso-me.
paira uma dor fria sobre mim.
mas o que importa agora é este momento,
aqui, este lugar,
esta calma aborrecida
este silêncio mórbido.
aqui tudo dorme,
tudo está parado,
tudo parece morto.
nesta calma mórbida
aborrecida,
apenas eu pareço viver.
o rio não corre.
o sol não raia,
a terra não gira.
a música há muito que parou,
a vida há muito que cessou.
pesa-me a mão
a cabeça
o corpo.
o silêncio mórbido e pesado paira pesaroso sobre mim.
nesta paz solitária pareço ser o único a viver,
mesmo que nada sinta, nem o meu sangue a correr.
nesta calma solitária,
penso e repenso,
mas dói-me e canso-me.
paira uma dor fria sobre mim.
mas o que importa agora é este momento,
aqui, este lugar,
esta calma aborrecida
este silêncio mórbido.
aqui tudo dorme,
tudo está parado,
tudo parece morto.
nesta calma mórbida
aborrecida,
apenas eu pareço viver.
Sunday, May 28, 2006
creio
creio apenas naquilo que vejo
ouço
toco
saboreio
cheiro.
com isto sei que as coisas existem e
vivem.
sei a que sabe o mundo,
a que cheiram as coisas.
vejo o belo e horrível,
ouço as sinfonias e os ruídos.
já senti o suave e o áspero.
é assim que conheço o mundo,
através de mim,
através destes sentidos,
e é assim que creio nas coisas.
foi assim que te senti,
que te toquei,
que te cheirei,
que te ouvi
e saboreei....
é assim que sinto tudo, é assim que vivo,
é assim que sei que vivo.
ouço
toco
saboreio
cheiro.
com isto sei que as coisas existem e
vivem.
sei a que sabe o mundo,
a que cheiram as coisas.
vejo o belo e horrível,
ouço as sinfonias e os ruídos.
já senti o suave e o áspero.
é assim que conheço o mundo,
através de mim,
através destes sentidos,
e é assim que creio nas coisas.
foi assim que te senti,
que te toquei,
que te cheirei,
que te ouvi
e saboreei....
é assim que sinto tudo, é assim que vivo,
é assim que sei que vivo.
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